sexta-feira, 23 de novembro de 2012

.Kris Kuksi.

Portrait Of A Neo-Roman Empress - 2011.

O escultor e desenhista norte-americano Kris Kuksi, tem um trabalho que provavelmente não agrada gregos e troianos, entretanto, é de uma beleza  harmoniosa e profundidade dramática e altamente poética. De conteúdo denso, cheio de elementos realistas e fantásticos, todos envoltos em uma temática que mistura sentimentos de amor e ódio, o bom e o trágico, o sofrimento e o prazer, tão corriqueiros da vida humana, com elementos referentes a épocas tão distantes umas das outras e de estilos que se complementam com perfeição. Através de pesquisas pela internet e viagens para diversos lugares no mundo, ele vai adquirindo peças que serão fundidas e retrabalhadas à outras construídas e criadas de próprio punho.

Kris nasceu no estado de Missouri em 1973, mas, cresceu pelos arredores interioranos do Kansas, longe das tecnologias da vida contemporânea que já vinham surgindo em ritmo acelerado. Com uma infância cheia de desavenças familiares e com uma personalidade introvertida, típica de pessoas metódicas e pacientes, capazes de construírem e criarem trabalhos complexos e meticulosos, seu gosto pelo excêntrico já podia notado.

O trabalho de Kris carrega uma energia feminina e sensual, semelhante às das formas de movimentos artísticos da Antiguidade, como os das estátuas gregas helenísticas ou do modernista Art Nouveau, entre 1890 e 1910. Retrata cenas de batalhas entre as oposições e tentações, como o pintor holandês renascentista Hieronymus Bosch já mostrava por volta de 1500, paisagens como as do alemão Max Ernst (1891-1976) ou figuras surrealistas do contemporâneo Hans Ruedi GigerMistura crenças religiosas, posicionamentos políticos, guerras, elementos de culturas como a indiana e a tailandesa, entre muitas outras referências do que se julga possível ou não. Kris não é fiel a um tempo ou estilo definidos, mas, sim, à sua criatividade sem preconceitos e barreiras. Ele é, acima de tudo, um artista que reflete em sua obra, a multi-pluralidade na qual vivemos hoje em dia.

Portrait Of A Neo-Roman Empress - 2011.

Gareth Pugh - Spring 2013.

Toda esta mistura de elementos, etnias, credos, em tempos e espaços fictícios ou não, já vem sendo abordada há muito tempo por estilistas principalmente de cunho conceitual. Gareth Pugh que o diga. Jovem, de personalidade forte e criações com alto teor de excentricidade, volta e meia veste mulheres que parecem vindas de lugares desconhecidos, mas, com certas doses de realidade.

De-Evolution - 2012.

De-Evolution - 2012.

De-Evolution - 2012.

Alexander McQueen - Spring 2011.

Assim como Gareth Pugh, Alexander McQueen sempre cria atmosferas lúdicas e cheias de referências distintas. Em sua coleção para a primavera de 2011, a grife apresentou modelos que pareciam guerreiras tribais.

Capricorn Rising - 2012.

Capricorn Rising - 2012.

Triumph - 2012.

Triumph - 2012.


Traduzindo todas essas influências para uma moda mais comercial, grifes como Badgley Mischka e Monique Lhuillier, trazem em seus bordados delicados e bem trabalhados o mesmo requinte e detalhamento que Kris Kuksi desenvolve em suas esculturas.

The Evidence Of Tyranny - 2011.

The Evidence Of Tyranny - 2011.

Eros at Play - 2010.

Gareth Pugh - Spring 2010.

Andromeda - 2011.

Dharma Bovine - 2009.

Eden - 2010.

Eden -2010.


The Plague Parade: Opus 2 - 2009.

The Plague Parade: Opus 2 - 2009.

Imminent Utopia - 2008.

Abaixo, Kris fala um pouco sobre seu trabalho em meio às obras para sua exposição solo Imminent Utopia na Joshua Liner Gallery, NY, em 2008.




Referências: www.style.com

.Por Raquel.

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